Algumas questões merecem
uma atenção especial na hora de pensar em escrever um roteiro de documentário.
Ao longo deste projeto vamos refletir sobre algumas delas.
A partir do eixo “Oralidade
e escrita”, pretendemos motivar
a reflexão sobre a maneira como se
aproximam e se afastam o discurso oral e o discurso escrito, em circunstâncias
nas quais estes buscam dar conta do mesmo fato, são elaborados a partir da
mesma motivação e pelo mesmo grupo.
Logo, na primeira
parte de nosso encontro do dia 2 de junho, foi apresentado o filme
“Narradores de Javé” e, em seguida, discutimos sobre algumas características
desta narrativa.
Na segunda parte, o Martiolli propôs que
relembrássemos algum fato da infância que fosse parte de nossa trajetória
enquanto estudantes e o partilhássemos com o grupo. O relato foi gravado e deverá
ser transcrito por cada um dos presentes.
Voltando ao filme “Narradores de
Javé”, percebemos que diversos fatores externos influenciam na estruturação de
uma narrativa oral e que existem diferentes tipos de narrativas (documental,
memorialística, testemunhal, etc.), as quais são constituídas por elementos
distintos. Logo, é necessário pensar também na relevância do ponto de vista
para a narração, visto que a posição que ocupamos no discurso é determinante
para a maneira como vamos interpretar e comunicar os fatos. Mas sobre isso
discutiremos nos próximos encontros.
Por enquanto, vamos refletir um
pouco mais sobre as questões apresentadas no filme?
E para quem não assistiu... fica
a dica.
“Uma coisa é o
fato acontecido, outra coisa é o fato escrito. O acontecido tem que ser
melhorado no escrito de forma melhor para que o povo creia no acontecido.”
Para refletir: depois de ler a frase, assistir ao trailer e refletir, comente no fórum a afirmativa do
personagem Antonio Biá a respeito do processo de escrita de um texto que até
então pertencia a tradição oral de um povo.
O que o personagem Antonio Biá diz é que para compreendermos determinados relatos orais, quando colocados no papel por meio da escrita, nós devemos manter foco nos detalhes para transcrevermos de maneira o mais fidedigna possível a mensagem que queremos.
ResponderExcluirO leitor que não tem acesso aos aspectos que formaram a linguagem oral do emissor da informação (tais como suspiros, pausas, entonação de voz, ruidos entre outros) pode ficar prejudicado.
Em "Narradores de Javé" é interessante ver como cada um narra a história da fundação da cidade... os personagens centrais são descritos conforme quem fala. Assumem a identidade e a personalidade de seus narradores.
ResponderExcluirPara mim, o que Antônio Biá quer dizer é que existem diferenças (e muitas) entre linguagem oral e escrita. Posso citar a repetição constante na linguagem oral, por exemplo, que é organizada, digamos assim, em um texto escrito. Pela fala de Antônio Biá e pelo filme percebemos que às vezes fatos da vida real não interessam tanto ao leitor, para isso basta modificar um pouco as coisas, ou como ele diz: fazer floreios...
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